SÉKOU TOURÉ
Ahmed Sékou Touré
(Presidente da Guiné de 1958 a 1984)
9-1-1922, Faranah
27-3-1984, Cleveland, Ohio
Água fresca... para ideias com sede...
Ahmed Sékou Touré
(Presidente da Guiné de 1958 a 1984)
9-1-1922, Faranah
27-3-1984, Cleveland, Ohio
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Fifer
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Levei dez anos para escrever "Batismo de Sangue" (editora Rocco), de 1973, ao sair de quatro anos de prisão, a 1983. Reviver toda a saga de um grupo de frades dominicanos na luta contra a ditadura militar fez-me sofrer. Revirei a memória, fiz entrevistas e pesquisas, revisitei os locais dos acontecimentos, consultei arquivos. Sim, arquivos. O governo federal, comandado por dois ex-presos políticos (Lula na Presidência e Dilma Rousseff na Casa Civil), desconsidera a memória nacional ao não abrir os arquivos das Forças Armadas. Felizmente existem arquivos fora do controle militar. Sobretudo arquivos vivos, sobreviventes da grande tribulação.
Deu-me trabalho levantar os últimos momentos do líder revolucionário Carlos Marighella e o intrincado cipoal em torno de seu assassinato pela repressão, em 4 de novembro de 1969. E doeu-me descrever em detalhes a paixão e morte de frei Tito de Alencar Lima, levado ao suicídio em 1974, aos 28 anos, em decorrência das torturas sofridas nas dependências do II Exército, em São Paulo. Queriam forçá-lo a assinar confissões falsas e delatar pessoas. Não escutaram senão o silêncio daquele religioso que sabia ser "preferível morrer do que perder a vida", como escreveu em sua Bíblia.
Um dia dei o livro a Helvécio Ratton, que também militou na resistência à ditadura e esteve exilado. Escrevi na dedicatória: "Helvécio, a vida supera a ficção". Diretor de cinema, ele tomou a si o desafio e levou às telas "Batismo de Sangue", que estréia a 20 de abril. As cenas - ambientação precisa dos anos 60 - foram rodadas no Brasil e na França. Integram o elenco Caio Blat (no papel de Frei Tito), Ângelo Antônio (frei Oswaldo), Léo Quintão (frei Fernando), Odilon Esteves (frei Ivo), Daniel de Oliveira (que me interpreta), Marku Ribas (Carlos Marighella), Marcélia Cartaxo (Nildes), Cássio Gabus Mendes (delegado Fleury) e outros.
Filmes nem sempre retratam adequadamente os livros nos quais se inspiram. Em geral, a literatura ganha em profundidade da arte cinematográfica, obrigada a condensar-se num par de horas. O livro, traduzido para o francês e o italiano (e, em breve, para o espanhol), merecedor do mais conceituado prêmio literário do Brasil, o Jabuti, atrai o interesse dos leitores desde sua publicação há 24 anos. Falei ao Helvécio: "Livro é livro, filme é filme; não quero interferir." O máximo que solicitou, a mim e aos frades Fernando de Brito, Oswaldo Rezende e o ex-dominicano Ivo Lesbaupin, foi conversar com os atores sobre a nossa experiência na guerrilha urbana e na prisão. Li o roteiro de Dani Patarra, considerei-o excelente, mas preferi não opinar.
Em março, no Festival de Brasília, vi o filme pela primeira vez. Fiquei transtornado: arrancou-me lágrimas, reavivou-me a indignação contra o arbítrio, ativou-me as teias da emoção, enlevou-me pela trilha sonora, fez-me agradecer a Deus pertencer a uma geração que, aos 20 anos, injetava utopia nas veias. Fiquei embevecido frente à força estética das imagens produzidas pelo talento de Helvécio Ratton. O Festival de Brasília concedeu-lhe os prêmios de Melhor Direção e Melhor Fotografia (Lauro Escorel). No Festival de Tiradentes, a platéia de mais mil pessoas, a maioria jovens, expressou a emoção em prolongadas palmas.
A arte brasileira adianta-se ao governo e escancara os bastidores da ditadura. Este é um filme a ser visto especialmente por quem não viveu os anos de chumbo. Ali está o estupro da mãe gentil, gigante entorpecido, o Brasil sem margens plácidas, arrancado do berço esplêndido, resgatado à democracia pelos filhos que, por amor e esperança, e sem temer a própria morte, não fugiram à luta.
"Batismo de Sangue" é um hino à liberdade. Nele se revela a história recente de uma nação e a fé libertária de um grupo de cristãos. Emerge, contundente, a subjetividade dos protagonistas, como frei Tito, em quem se transubstanciou a dor em amor, o sofrimento em oblação, as algemas em matéria-prima desta invencível esperança de construirmos um mundo em que a paz seja filha da justiça, e a felicidade, sinônimo de condição humana.
Frei Betto, aqui
Veja aqui a apresentação do filme baseado no livro com o mesmo nome.
Aqui encontrará o site do filme e aqui uma notícia sobre o dia em que os frades dominicanos, ordem a que pertence Frei Betto, foram assistir.
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Raramente me dou ao trabalho de perder tempo a ler as chamadas revistas "del corazón". A não ser quando espero pela vez no cabeleireiro ou, por artes mágicas, me aparece alguma em casa. Foi o caso deste fim de semana, em que uma aqui caiu de para-quedas.
Folheando-a, dou com uma notícia sobre uma "magnífica" boneca de silicone, que dá pelo nome de KOYUKI, fabricada pela firma Orient Industry, de Tóquio.
Se estiver interessado, pode adquirir uma dessas bonecas a partir da módica quantia de 6,589 dólares.
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ana b.
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Etiquetas: Curiosidades, Informação
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ana b.
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Etiquetas: Fotografia, Informação, Opinião - Actualidades
Lumumba foi o primeiro Primeiro Ministro da República do Congo. Nasceu em 2.07.1925, em Sancuru, província de Kasai. Estudou em colégios de missionários católicos e protestantes e posteriormente trabalhou no correio, iniciando suas actividades políticas que visavam a libertação do Congo do colonialismo belga. Percebeu que para isso seria necessário suplantar as diferenças tribais entre as populações negras do Congo. Junto a correlegionários, escreveu uma declaração defendendo a imediata independência do país. Em 1958 fundou o MNC – Movimento Nacional Congolês. Ao contrário de outros partidos, defendia a independência de todo o país e a união de todos os congoleses, independentemente de suas origens tribais. O governo belga e as multinacionais que exploravam as riquezas do país e mantinham seu poder através de violenta repressão, tiveram de lidar com frequentes revoltas populares e a condenação da opinião pública internacional até quando entenderam que não seria mais possível manter o controle sobre o país africano. Após vários aprisionamentos e longas perseguições a Lumumba, visto como um líder radical pelo governo belga, este aceitou negociar. Nas eleições de meio de 1960, o MNC venceu e Lumumba tornou-se Primeiro Ministro, levando a nação congolesa à independência em 30 de Junho. Lumumba buscou externamente um governo de não-alinhamento e internamente buscou promover mudanças na vida social e económica do povo, vítima da exploração belga e das elites tribais locais. Isso provocou a reacção destas que, com o apoio da CIA – governo Eisenhower – e do governo belga,levaram à sua destituição do cargo pelo Presidente Joseph Kasavubu, cuja autoridade para isso foi contestada por Lumumba. O golpe levou ao assassinato de Lumumba na passagem de 17 para 18 de Janeiro de 1961, em Elisabethville, após uma tentativa de fuga frustrada e prolongadas sessões de tortura. O governo foi parar nas mãos de Mobutu Sese Seko, que estabeleceu uma ditadura corrupta e sanguinária que levou o país de volta à submissão à Europa e aos EUA. A vida de Lumumba é um exemplo para todos brasileiros de como governos estrangeiros e imperialistas podem utilizar tribos nativas e suas diferenças culturais para minar o poder de governos de união e integração nacional.
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ana b.
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Modibo Keita nasceu a 4 de Junho de 1915, em Bamako, Mali, e morreu a 16 de Maio de 1977, em Bamako. Presidente de Malí (1960-68).
Considerado como um anticolonialista perigoso pelos franceses que o prenderam em 1946. Dois anos depois ganhou um lugar na Assembleia Territorial e em meados dos anos 50 foi eleito deputado da Assembleia Nacional Francesa.
Em 1958 num referendo em que as colónias francesas de África tiveram que escolher entre a autonomia na Comunidade Francesa ou a independência imediata, Keita luta pela independência com êxito. Mas a Comunidade Francesa só chega a formar-se com a participação do Mali, Senegal e Sudão.
Modibo Keita é eleito Primeiro Ministro da Federação da Comunidade mas esta união durou pouco tempo por não haver acordo sobre a estrutura política da Federação e os países tornam-se independentes, tornado-se Keita no Presidente do Mali.
A 19 de Novembro de 1968 foi derrubado por um golpe de estado militar. Passou o resto da sua vida exilado.
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Stephen Bantu Biko (18 de Dezembro de 1946 - 12 de Setembro de 1977) foi um conhecido activista do movimento anti-apartheid na África do Sul, durante a década de 1960.
Insatisfeito com a União Nacional de Estudantes Sul-africanos (National Union of South African Students((en))), da qual era membro, participou da fundação, em 1968, da Organização dos Estudantes Sul-africanos (South African Students' Organisation). Em 1972, tornou-se presidente honorário da Convenção dos Negros (Black People's Convention).
Em Março de 1973, no ápice do regime de segregação racial (Apartheid), foi "banido", o que significava que Biko estava proibido de comunicar com mais de uma pessoa por vez e, portanto, de realizar discursos. Também foi proibida a citação a qualquer de suas declarações anteriores, tivessem sido feitas em discursos ou mesmo em simples conversas pessoais.
Em 6 de Setembro de 1977 foi preso em bloqueio rodoviário organizado pela polícia. Levado sob custódia, foi acorrentado às grades de uma janela da penitenciária durante um dia inteiro e sofreu grave traumatismo craniano. Em 11 de Setembro, foi embarcado num veículo policial e transportado para outra prisão. Biko morreu durante o trajecto e a polícia alegou que a morte se devera a "prolongada greve de fome empreendida pelo prisioneiro".
Em 7 de Outubro de 2003, autoridades do Ministério Público Sul-africano anunciaram que os cinco policiais envolvidos no assassinato de Biko não seriam processados, devido a falta de provas. Alegaram também que a acusação de assassinato não se sustentaria por não haver testemunhas dos actos supostamente cometidos contra Biko. Levou-se em consideração a possibilidade de acusar os envolvidos por Lesão Corporal seguida de morte, mas como os factos ocorreram em 1977, tal crime teria caducado (não seria mais passível de processo criminal) segundo as leis do país.
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Mohamed Ahmed Ben Bella (Árabe: احمد بن بل) (nasceu a 25 de Dezembro de 1918, Maghnia, Argélia). Foi o primeiro presidente da Argélia e principal líder da guerra da Argélia pela independência em relação à França, Ben Bella terá nascido, provavelmente, em 1918.
O processo político decisivo para a independência do país teve início em 1954, embora Ben Bella e outros já se encontrassem empenhados nesse objectivo desde há vários anos. Naquela data, Ben Bella e os líderes nacionalistas argelinos residentes no Egipto encontraram-se secretamente na Suíça, onde criaram o movimento Frente de Libertação Nacional e decidiram realizar uma insurreição contra os colonos e militares franceses.
Em 1956, Ben Bella foi preso pelas autoridades militares francesas, depois de ter escapado com vida, nesse mesmo ano, a dois atentados, um no Cairo e outro em Trípoli. Foi posto em liberdade em 1962, ano da independência. Em 1963 o país encontrava-se numa situação grave e Ben Bella foi eleito, sem oposição, para a presidência da Argélia, com uma imensa maioria. Restabeleceu a ordem no território, operou um conjunto de nacionalizações e implementou uma reforma agrária, encaminhando o país para uma economia socialista. Ben Bella foi o primeiro chefe de Governo e o primeiro presidente eleito (1963-1965) da República da Argélia.
Em 1965 foi deposto, na sequência de um golpe de Estado. Passou dez anos no exílio e regressou ao seu país em 1990, quando a Frente de Salvação Islâmica (FSI) estava no poder. Ben Bella conseguiu o apoio de seis partidos políticos e, um ano depois, convocou eleições. Mesmo com a realização de comícios, o seu partido não conseguiu triunfar perdendo as eleições de 1991 para a Frente de Salvação Islâmica.
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Mas quem é que me manda ler! Li e tornei a ler e entendi a frustração dos homens. Coitados!
Katrina Caslake achou o parto divino, até mesmo orgástico. Uma experiência muito sensual. Esta enfermeira deu à luz, sem epidural, os seus dois filhos, hoje com 17 e 18 anos. "Todas as minhas zonas erógenas estavam estimuladas. Dava gritos muito próximos dos do orgasmo. Estava a viver o que de mais feminino pode ser dado a uma mulher, e foi fantástico".
As mesmas recordações tem Frederika Deera. "Aquela experiência encheu-me de uma euforia incrível. Era o nirvana".
No Birth Center, sul de Londres, é aconselhado vivamente o parto sensual. "Se os casais concordarem, praticamos massagens dos mamilos e do clitóris para provocar as contracções, favorecer a abertura do colo do útero e da vagina e contribuir para aliviar a dor e transformar o parto num momento de prazer até ao êxtase". Ali são descritas, em pormenor, fantasias das mulheres, em trabalho de parto, as quais descrevem o romantismo e as relações sexuais como "vagas de prazer" e "orgasmos cósmicos" na altura do parto.
Agora entendo eu o prazer dos benfiquistas quando, aos domingos, vão dar à luz! E o recalcamento dos homens por não terem orgasmo, só possuírem ADSE!
Descubram o vosso ponto G e deixem de pensar que vos consideramos perversas ou anómalas só porque admitem que têm sensações sensuais e sexuais durante o parto. Cada vez gosto mais das mulheres porque não têm medo de libertar os afectos e os prazeres.
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Idris I (12 de Março de 1890 — 25 de Maio de 1983), nascido como Sidi Muhammad Idris al-Mahdi al-Senussi, foi o primeiro rei da Líbia, desde a sua independência, em 24 de Dezembro de 1951 até 1 de Setembro de 1969, quando se deu a revolução líbia e consequente queda de seu governo.
A Líbia havia sido colonizada pela Itália, que tinha a pretensão de "fechar" um "portão aquático" no mar Mediterrâneo entre o mediterrâneo ocidental e o mediterrâneo oriental, tendo seus eixos entre a Itália e a Líbia. Em 24 de Dezembro de 1951, a Líbia declara independência perante a Itália e constitui um reino, tendo Idris I como rei.
Já na década de 1960, Idris I licencia-se do trono líbio para cuidar de problemas de saúde, indo fazer tratamentos na Grécia e no Egipto. Em seu lugar, como rei-em-exercício, seu sobrinho, Príncipe Ridah o substitui. Em 1 de Setembro de 1969 ocorre a revolução líbia, tendo como líder, Al Magrabhi e posteriormente Muammar Al Qadhafi, que instala o golpe de estado e depõe o regime monárquico de quase 18 anos.
O rei deposto exila-se no Egipto, onde recebeu apoio do ex-presidente Anwar Sadat, e onde passa o resto de seus dias.
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Fifer
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Marrocos situa-se num território colonizado por navegadores de origem fenícia por volta de 1.100 a.C., Romanos, vândalos, visigodos e bizantinos dominam sucessivamente a área. Os árabes muçulmanos conquistam Marrocos no século VII da Era Cristã e, através dela, alcançam a Espanha.
O fácil acesso e as riquezas naturais do Marrocos aguçam a cobiça dos portugueses, que procuram estabelecer-se na costa atlântica do país no século XV.
Seguem-se os franceses, em 1530. Mulay Ismail, o mais célebre sultão marroquino, reconquista, no início do século XVIII, quase todas as cidades tomadas pelos europeus. Mas a França afirma seu domínio sobre a região no final do século XIX. Em 1912, pela Conferência de Fez, Marrocos torna-se oficialmente protectorado francês, enquanto a Espanha adquire o controle da região sudoeste do território (Saará Espanhol).
Agitações nacionalistas e levantes tribais ameaçam o poder franco-espanhol nas décadas de 20 e 30. Abdel Krim, líder dos berberes, chega a proclamar uma República das Tribos Confederadas e recebe ajuda da Terceira Internacional (comunista).
Um contingente de 40 batalhões franceses, com a ajuda de tropas espanholas, força Abdel Krim a capitular, em Maio de 1926. No curso da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), com a França ocupada pelos alemães, surge, em Dezembro de 1943, o Partido da Independência (Istiqlal), de perfil moderado, que passa a liderar o movimento nacionalista marroquino, com apoio dos EUA.
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As palavras rei, realeza, reino ou reinado, soam aos nossos ouvidos, especialmente nós, os mais velhos, num misto de saudosismo lírico e capitalismo de luxo.
Quem, entre os da geração "vovô", e até da geração "papai" mais antiga, não se emocionou profundamente com as historias da carochinha, contadas pelos nossos maiores...
"Era uma vez, em um reinado distante, um rico e poderoso rei..."
A criançada das décadas de trinta e quarenta se deliciava com aquelas histórias que as transportava para os mundos impossíveis da fantasia.
Pois bem! ainda existem reinados assim.
Marrocos é o testemunho real dessa realeza com fundo de verdade, retirada das histórias das mil e uma noites e colocada entre o Gibraltar, o estreito que separa a África da Europa e que teria sido aberto pelos poderosos braços de Hércules - o gigante mitológico -, os Montes Atlas onde o poderoso gigante desse nome segurava a Terra nos primórdios da criação, e o tenebroso deserto do Saará palco de muitas fábulas e contos misteriosos...
Situado na região setentrional da África, compõe com a Argélia e a Tunísia o chamado Magrebe, nome que quer dizer "lugar onde o Sol se deita..."
A população desse país de mil e uma noites é de cerca de vinte e oito milhões de habitantes, composta de árabes marroquinos, beduínos (habitantes do deserto: berberes e tuaregues), mouros judeus, negros e europeus.
A religião islamita é reverenciada por cerca de 98% dos habitantes, todos da linha sunita ortodoxa. E nesse país fala-se vários dialectos do deserto, o árabe e a língua francesa...
A capital do Reino é Rabat onde está construído o suntuoso palácio real e vivem príncipes e princesas, e toda uma corte, como nos reinos de fadas, com seus pajens, fidalgos e nobres, onde não faltam formosas odaliscas para servirem e encantar a vida do Rei.
Para o ocidental recém chegado de outros continentes, somente falta ali Ali Babá e Aladim com sua "lâmpada" maravilhosa...
Os registos históricos falam da colonização pelos fenícios no primeiro milênio antes de Cristo. E sabe-se que foi uma colónia da lendária cidade de Cartago.
Esteve sob o domínio do Império Romano no início de nossa Era, dos árabes no século VII, dos portugueses no século XV.
Depois vieram os franceses que foram expulsos pelo lendário líder, o Sultão Mulay Ismail no século XVIII. No século XIX os franceses voltaram a se instalar no Marrocos, dividindo com os espanhóis o seu território.
Em 1930 o líder berbere Abdel Krim tenta libertar os seus pais do jugo estrangeiro, tendo mesmo proclamado a independência do país. Mas foi em seguida preso e exilado.
Modernamente a historia do Reino do Marrocos começou em 1947, sob a liderança do Sultão Sidi Muhammad, liderando uma rebelião que embora não sendo bem sucedida deixou, entretanto, na alma do povo o sentimento libertário.
Em 1955 Sidi Muhammad volta triunfalmente, assume a liderança do país e dois anos após proclama-se Rei do Marrocos sob o nome de Muhammad V.
Governou com austeridade e sabedoria, aproveitando os ensinamentos recebidos dos antigos colonizadores, aos quais se aliou para construir o progresso de sua nação.
Com sua morte, em 1961, o príncipe Hassan sobe ao trono com o nome de Hassan II.
Estadista lúcido, político habilidoso conseguiu construir no país um equilíbrio político a fim de promover a estabilidade equidistante entre o chamado mundo árabe e o Ocidente. Essa política de neutralidade resultou proveitosa incrementando a indústria e o comércio, desenvolvendo uma política internacional inteligente, melhorando o comércio exterior e um crescente turismo gerador de divisas...
Culto, promoveu o progresso das ciências, entre outros eventos no Instituto Pasteur de Casablanca, sob a direcção do competente cientista Dr. Abdala Benslimane
O progresso científico do Marrocos desenvolveu uma ciência médica bem avançada como se pode observar na criação do Instituto de Cirurgia Plástica Dr. Fahd Benslimane, o mais importante do país, rivalizando com seus congéneres da vizinha Europa...
Grande estadista, administrou com sabedoria o progresso de seu país, construiu estradas, criou riquezas, plantou trigo no deserto e construiu fábricas, explorou minérios e petróleo e justificou e aumentou em muito o esplendor desse encantado reino de mil e uma noites....
Em Julho de 1999 morreu o magnífico rei Hassan II após um reinado que durou cerca de 38 anos..
O sumptuoso enterro de Sua Majestade raramente teria sido igualado em nosso planeta. Mais de dois milhões de marroquinos prantearam a morte de seu Rei.
As orações dos ímãs subiram pelos minaretes das mesquitas de todo o país e ecoaram pelas ruas de Rabat, Casablanca, Marraquexe, Fez e todas as cidades do Reino e nas tortuosas ruelas das medinas, dentro e fora das ciclópicas muralhas das casbah, e até nos oásis distantes do deserto do Saará, muito além das muralhas naturais dos Montes Atlas...
A sumptuosa Mesquita do Rei Hassan II, debruçada sobre o Atlântico, em Casablanca, chorou no ritual da entrega a Alá da alma do grande Monarca...
Sobe ao trono o príncipe herdeiro, o filho mais velho de Hassan, Sidi Muhammad, cujo nome reverenciava o avô, com o nome de Muhammad VI...
Mais uma vez o Gibraltar e suas rochas olímpicas, os Montes Atlas e o deserto do Saará contemplam mais um capítulo da história desse fascinante país de mil e uma noites...
E nós que acompanhamos a heróica história desse povo valoroso, comemos do cuzcus com carne de carneiro em suas tigelas, caminhamos sobre os orgulhosos beduínos, ficamos rogando a Alá que abençoe o novo monarca, sua Majestade Muhammad VI.
Com certeza Sua Majestade tem um grande destino a ser cumprido, não somente no governo de seu povo, mas também na liderança geral dos povos árabes, repercutindo sua influência no destino de outras nações do chamado Primeiro mundo...
Tenho convicções de que esse incrível país não é apenas um Reino de Mil e uma noites... mas sim, uma poderosa nação.
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Fifer
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Juro que li! Não inventei mesmo nada. 150 milhões de homens sofrem de disfunção eréctil em todo o mundo. Só nos EUA (logo vi!) contam-se 18 milhões. 600 mil portugueses são afectados pela impotência sexual. 50% dos homens entre os 40 e os 70 anos de idade têm probabilidade de sofrerem de impotência. Um terço dos homens com disfunção eréctil recusa tratar-se.
Mas descoberta das descobertas! Não, não foi o Cão que chegou outra vez ao rio Zaire! Uma aranha brasileira, Phoneutria nigriventer, cuja picada é venenosa, é a nova esperança para os homens. O seu veneno provoca erecções prolongadas e actua a nível do cérebro, onde o sexo começa ou bloqueia. Estudos recentes referem que esta picada supera o Viagra. A descoberta surgiu por acaso. As vítimas masculinas da Phoneutria relataram aos médicos, com algum embaraço, para além de alguma dor e da subida da tensão arterial, erecções prolongadas, um pau rijo pra caraças, uma tesão dos diabos, que duraram horas.
Depois ainda há quem nos queira impingir o Aloé vera! Esta é que é a pílula da felicidade e até já há quem queira mudar o nome da aranha para Phodatra Atéaoventre. Machões, vamos lá cambada, boas picadas.
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Fifer
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