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segunda-feira, novembro 5

A Última Ceia na net


Há novidades na net.

Ao ler o Público do dia 3 passado, descobri um site interessante: Haltadefinizione.

Trata-se da digitalização do célebre painel de Leonardo da Vinci, "A Última Ceia", uma pintura (não é um fresco) de cerca de 4,60mX8,80m, que se encontra num dos topos do refeitório dos frades do convento de Santa Maria delle Grazie, em Milão. Vale a pena ir espreitar.

Ao contrário do que li no jornal, de que são necessários 3 meses de espera para se obter um bilhete para se conseguir ver essa obra maior, quando estive em Milão, não tive dificuldade nenhuma. Bastou para tanto ter feio um "city tour", que me assegurou a entrada num dos mais bem resguardados espaços museológicos.
Tanto os níveis de luz como de humidade são constantemente monitorizados por forma a salvaguardar um "quadro" que se vai deteriorando com o tempo, apesar dos vários restauros a que já foi submetido (o último teve lugar em 1999).
Só são admitidos 25 visitantes de 15 em 15 minutos, para uma experiência que reputo das mais fantásticas. A técnica magistral de Leonardo da Vinci permite-nos ver a cena retratada como se de um filme em 3 dimensões se tratasse.

Mas vale a pena ver como, com todo o cuidado de vários dias, a técnica fotográfica conseguiu pôr a nu todos os pequenos pontos de tinta que estão naquela parede.

Enjoy it!

quinta-feira, agosto 30

O polémico retrato de Bush


George W. Bush, por Jonathan Yeo

Um dos mais conceituados retratistas britânicos, Jonathan Yeo foi convidado pela Bush Library para pintar o retrato oficial do presidente americano para a galeria de presidentes da Casa Branca.
Depois de a referida Biblioteca ter prescindido dos seus serviços, Yeo decidiu continuar o retrato, de uma forma menos "oficial", tendo para o efeito coleccionado fragmentos de imagens pornográficas para compor o rosto do presidente numa polémica colagem, actualmente em exposição na Galeria Lazarides, no Soho, Londres.
À primeira vista, o retrato parece totalmente "inocente", mas, olhando-se com mais atenção, percebe-se que os vários pedaços da colagem que "montam" o rosto do presidente norte-americano são imagens de sexo explícito. Aqui, aqui e aqui, poderá ver detalhes do retrato.

"Fi-lo por diversão, não para ofender, mas estou satisfeito com o resultado", disse Yeo.

domingo, fevereiro 18

OP ART

Ilusão de óptica Foto@EPA/Frank Rumpenhorst

Esta imagem mostra um exemplo da "Op Art", da autoria da artista italiana Marina Appolonio. A "OP Art" surgiu no início dos anos 60 e debruça-se sobre experiências científicas e regras de óptica. A artista expõe esta obra em Frankfurt de 17 de Fevereiro a 20 de Maio.

quarta-feira, janeiro 31




Olhámo-nos um dia,
E cada um de nós sonhou que achara
O par que a alma e a cara lhe pedia.

– E cada um de nós sonhou que o achara...

E entre nós dois
Se deu, depois, o caso da maçã e da serpente,
... Se deu, e se dará continuamente:

Na palma da tua mão,
Me ofertaste, e eu mordi, o fruto do pecado.

– Meu nome é Adão...

E em que furor sagrado
Os nossos corpos nus e desejosos
Como serpentes brancas se enroscaram,
Tentando ser um só!

Ó beijos angustiados e raivosos
Que as nossas pobres bocas se atiraram
Sobre um leito de terra, cinza e pó!

Ó abraços que os braços apertaram,
Dedos que se misturaram!

Ó ânsia que sofreste, ó ânsia que sofri,
Sede que nada mata, ânsia sem fim!
– Tu de entrar em mim,
Eu de entrar em ti.

Assim toda te deste,
E assim todo me dei:

Sobre o teu longo corpo agonizante,
Meu inferno celeste,
Cem vezes morri, prostrado...
Cem vezes ressuscitei
Para uma dor mais vibrante
E um prazer mais torturado.

E enquanto as nossas bocas se esmagavam,
E as doces curvas do teu corpo se ajustavam
Às linhas fortes do meu,
Os nossos olhos muito perto, imensos,
No desespero desse abraço mudo,
Confessaram-se tudo!
... Enquanto nós pairávamos, suspensos
Entre a terra e o céu.

Assim as almas se entregaram,
Como os corpos se tinham entregado,
Assim duas metades se amoldaram
Ante as barbas, que tremeram,
Do velho Pai desprezado!

E assim Eva e Adão se conheceram:

Tu conheceste a força dos meus pulsos,
A miséria do meu ser,
Os recantos da minha humanidade,
A grandeza do meu amor cruel,
Os veios de oiro que o meu barro trouxe...

Eu, os teus nervos convulsos,
O teu poder,
A tua fragilidade
Os sinais da tua pele,
O gosto do teu sangue doce...

Depois...

Depois o quê, amor? Depois, mais nada,
– Que Jeová não sabe perdoar!

O Arcanjo entre nós dois abrira a longa espada...

Continuamos a ser dois,
E nunca nos pudemos penetrar!


José Régio

"Na palma da tua mão"


"Diamante"

Não é a bandeira portuguesa...

É um beijo:


Complementarios, Ernesto Bertani

quinta-feira, janeiro 25

O que fazemos por amor! Até somos ridículos...


The things we do for love, Glauce Cerveira

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