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quinta-feira, agosto 30

O polémico retrato de Bush


George W. Bush, por Jonathan Yeo

Um dos mais conceituados retratistas britânicos, Jonathan Yeo foi convidado pela Bush Library para pintar o retrato oficial do presidente americano para a galeria de presidentes da Casa Branca.
Depois de a referida Biblioteca ter prescindido dos seus serviços, Yeo decidiu continuar o retrato, de uma forma menos "oficial", tendo para o efeito coleccionado fragmentos de imagens pornográficas para compor o rosto do presidente numa polémica colagem, actualmente em exposição na Galeria Lazarides, no Soho, Londres.
À primeira vista, o retrato parece totalmente "inocente", mas, olhando-se com mais atenção, percebe-se que os vários pedaços da colagem que "montam" o rosto do presidente norte-americano são imagens de sexo explícito. Aqui, aqui e aqui, poderá ver detalhes do retrato.

"Fi-lo por diversão, não para ofender, mas estou satisfeito com o resultado", disse Yeo.

domingo, junho 3

Há bonecos e... BONECAS!

Raramente me dou ao trabalho de perder tempo a ler as chamadas revistas "del corazón". A não ser quando espero pela vez no cabeleireiro ou, por artes mágicas, me aparece alguma em casa. Foi o caso deste fim de semana, em que uma aqui caiu de para-quedas.
Folheando-a, dou com uma notícia sobre uma "magnífica" boneca de silicone, que dá pelo nome de KOYUKI, fabricada pela firma Orient Industry, de Tóquio.

Aí está ela:

Se estiver interessado, pode adquirir uma dessas bonecas a partir da módica quantia de 6,589 dólares.
Veja aqui a variedade de corpos, caras e penteados de que dispõe.
Para mais informação sobre o "The Silicone Valley of the Dolls", veja aqui.

quinta-feira, maio 3

Será que até no Zoo se vê a preto-e-branco?

Knut, um ursinho polar, brinca com o seu tratador, no Jardim Zoológico de Berlim.

O ursinho Ernst é vizinho do ursinho polar, no mesmo Zoológico.
Mas, enquanto os visitantes se acotovelam para tirar uma foto a Knut, que sobreviveu à rejeição materna e se transformou num fenómeno de marketing na Alemanha, este só chama a atenção de uns poucos visitantes.

É caso para dizer: "E eu?"

quarta-feira, maio 2

O que não li no Diário de Notícias...

... mas mão amiga fez o favor de me enviar por e-mail:

Dois anos antes do ataque às Torres Gémeas, eu estava no sopé delas, num gabinete, a ser puxado pelas orelhas. Um rapariga mestiça, até aí gentil, enxofrou-se quando eu disse a palavra slaves (escravos): "Não diga isso, diga enslaved people [pessoas escravizadas]". E explicou-me, dedo em riste, que o termo slaves fazia supor que as pessoas aceitavam essa condição, ao contrário da alternativa dela que mostrava que a condição lhes era imposta.

Eu procurava documentação sobre os primeiros negros de Nova Iorque, que foram angolanos. Estes eram homens livres (daí escravo ter vindo à baila), agricultores na cidade que ainda se chamava Nova Amesterdão, a documentação era escassíssima e o essencial estava naquele gabinete. Não quis indispor a dona da casa, mas ainda disse que via mal que a palavra escravo escondesse a verdade. Ela olhou para mim e rematou: "Você não pode entender." Eu, pessoalmente, confesso que não posso entender a extensão daquela dor que era ser escravo. Talvez possa imaginar, mas sem livros nem filmes não vou longe. Porém, a mestiça não falava para mim, falava ao caucasiano, como na América se chama aos pálidos como eu. E o que a levava a pensar que o pálido fosse desprovido de escravos na família? Sou um simples Fernandes, portanto filho de um qualquer Fernando, com a dose normal de servos que coube aos transmontanos. E provavelmente com cativos, como acontecia aos europeus do Sul, escravizados pelos corsários argelinos ainda no séc. XIX. Ser branco não traz imunidade em escravidão. Aliás, o termo em discussão, aquele slave inglês, é revelador. Vem de eslavo - os branquíssimos que os morenos romanos preferiam para servos.

Eu não podia entender, disse a minha mestiça, como se ela pudesse. Quando ela, na lógica epidérmica dela, só parte dela podia entender - a negra, presumo. Caridoso, fiz-lhe o favor de não lhe contar, eu que estava ali para procurar dados sobre angolanos da América, que a casa mais imponente da capital desse país de onde eles vieram era o Palácio da D. Ana Mulata. A mais rica de Luanda, à custa da escravidão.

Isto de culpas históricas faz-me lembrar, para não fugir das Torres Gémeas, a Al-Qaeda: Espanha deve pagar por ter expulsado os árabes em 1492, do Al-Andalus. E como devem reagir os filhos dos godos, corridos a golpes de cimitarra por esses mesmo árabes, em 711? Invasores e invadidos, não há virgens na História. Se Jorge Sampaio me permite uma sugestão, agora que está no diálogo entre civilizações, deveria tentar abolir uma palavra, quando colocada no contexto colectivo. A palavra é arrependimento. É uma palavra pessoal. Só.

Ferreira Fernandes, jornalista do DN

PS - Ver este post e este

sábado, abril 28

Decoração


Decoração de uma casa em Tianjin, China.
A casa, que vai ser transformada em restaurante, tem mais de 400 milhões de peças de cerâmica, segundo o seu proprietário.

Nota: Não deite os cacos para o lixo. Pense em decorar a sua casinha!

sexta-feira, março 2

GOBI

Justiça para os camelos Foto@EPA/Adrian Bradshaw

O festival anual que se realiza a Sul do deserto de Gobi, na Mongólia, reúne milhares de camelos e respectivos criadores. Durante este festival, os camelos esperam que seja feita justiça nos vários concursos de beleza realizados. Justiça para os camelos.

domingo, fevereiro 25

DIA A DIA EM CAXEMIRA

Dia a dia em Caxemira Foto@EPA/Farooq Khan

Um pescador no lago Dal em Srinagar, a capital de Verão de Caxemira. Localizada nos Himalaias, 5600 pés acima do nível do mar, Caxemira é um vale cheio de pomares rodeados de cadeias montanhosas, cobertas de neve. Tem cerca de 100 lagos.

terça-feira, janeiro 30

LENINE FOREVER

EQUIPA CHEGA A PÉ AO CENTRO DA ANTÁRTIDA

Exploradores canadianos e britânicos, chegaram pela primeira vez a pé ao centro geográfico da Antártida, depois de percorrerem mais de 1700 kms. O polo da Inacessibilidade ( centro geográfico), já tinha sido visitado em 1958 por exploradores soviéticos, que viajaram numa coluna de veículos. A equipe chefiada por Paul S., ficou estupefacta ao encontrar no meio do gelo, ainda de pé, um busto de Lenine."Reparamos num ponto negro no horizonte e, à medida que nos aproximávamos começou a aparecer o contorno do busto..."

Um abraço
GED

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