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sexta-feira, abril 27

Morreu Mstislav Rostropovich

Mstislav Rostropovich morreu hoje aos 80 anos.

O violoncelista e maestro russo morreu hoje em decorrência de uma doença não divulgada. Rostropovich ficou conhecido tanto pelo brilho como intérprete e maestro de música erudita como pela sua militância em defesa da liberdade de expressão. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, que ainda há pouco tempo o tinha condecorado com a medalha de valor da cultura, disse que sua morte é uma "perda enorme" para a cultura nacional.

Rostropovich estudou no Conservatório de Moscou, sob a batuta de compositores como Sergei Prokofiev e Dmitri Shostakovich. Apesar da carreira de sucesso no seu país, deixou a então União Soviética no início dos anos 70, num auto-exílio motivado pela perseguição comunista a dissidentes como o escritor Alexander Solzhenitsyn. Morando fora do país com a mulher, a soprano Galina Vishnevskaya, e seus filhos, Rostropovich brilhou nos grandes palcos do Ocidente.

Com o colapso do comunismo, o maestro voltou à URSS - antes, em novembro de 1989, fez uma apresentação improvisada no Muro de Berlim, ao mesmo tempo em que a barreira entre os blocos socialista e capitalista era derrubada. O violoncelista foi reabilitado pelo então líder soviético Mikhail Gorbachev e conseguiu voltar ao seu país de origem. Em agosto de 1991, Rostropovich apoiou o líder Boris Ieltsin, que faleceu também esta semana, na resistência aos comunistas que pretendiam impedir as reformas.

Nos últimos anos de sua vida, Rostropovich participou de outras acções em defesa dos direitos humanos. Dividiu seu tempo entre a Rússia, os Estados Unidos e a França.

Ouça o Adagio da Sonata para violoncelo e piano, em A minor D.821, de Franz Shubert, com Mstislav Rostropovich(1927~2007), no violoncelo e Benjamin Britten (1913~1976, ao piano.

1 comentário:

Poliedro disse...

Descupe a minha aparição. Voltarei.
Agradam-me muito os seus textos. Interessantes.
Só queria dizer uma coisa: não sou Angolano, apesar de gostar do seu povo que me preocupa muito. Sou bem português e Professor.
Já é um pouco tarde e falta-me o discernimento para proporcionar comentários aceitáveis aos seus brilhantes pensamentos. Até amanhã, se me permitir.
Com respeito e muita Consideração.
Abraço
pena

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